Os contratos futuros do petróleo operaram em alta nesta sexta-feira (23), com o Brent a US$ 114,50 por barril (R$ 576,45, pelo câmbio de 23/10), na máxima em cinco meses, enquanto o mercado acompanha a escalada de tensões no Oriente Médio. A cotação era de 0,9% acima do fechamento anterior às 7h20 (de Brasília).
O WTI, referência nos Estados Unidos, subia 0,8% no mesmo horário, a US$ 101,24 por barril.
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Petróleo Brent caminha para terceira semana de alta
No acumulado da semana, o Brent segue a caminho de avanço de 3,3%, o que levaria o contrato ao terceiro ganho semanal consecutivo. O patamar é o mais alto desde o início de maio.
Por outro lado, o WTI projeta queda semanal de 1,1%. Se o resultado se confirmar, o contrato interrompe duas semanas seguidas de alta.
Trump acusa Irã de elevar petróleo antes das eleições
Enquanto isso, operadores acompanham os desdobramentos no Oriente Médio. Na quinta-feira (22), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã de mentir sobre ataques a navios que cruzam o Estreito de Ormuz.
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“O Irã está fazendo tudo o que pode para elevar o preço do petróleo antes das eleições de meio de mandato dos EUA”, escreveu Trump na Truth Social. Ele afirmou que Teerã inventa ataques, minas e outros incidentes, já que passa mais petróleo pelo estreito agora do que antes do início do conflito.
Exército iraniano diz estar pronto para guerra assimétrica
Em outra frente, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou na quinta-feira que quatro embarcações foram atingidas e pegaram fogo no Golfo Pérsico. De acordo com a agência de notícias Tasnim, ligada ao Estado iraniano, outras três bateram em minas no Estreito de Ormuz.
Paralelamente, o chefe do Exército iraniano teria dito que as Forças Armadas do país estão totalmente preparadas para a “guerra assimétrica” após reforçarem suas capacidades.
Aramco manda funcionários deixarem sede em Dhahran
Na Arábia Saudita, a petrolífera Saudi Aramco teria orientado funcionários a deixar a sede em Dhahran e trabalhar de forma remota, após uma série de ataques de rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, informou a agência Reuters.
Nas últimas semanas, os houthis lançaram ataques a aeroportos sauditas e a escritórios da Aramco, com várias mortes.
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