O petróleo fechou em direções opostas nesta terça (26/5), em meio a escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irã após troca de ataques no Oriente Médio.
O Brent subiu quase 4% na máxima da sessão, enquanto o WTI caiu no retorno de feriado que manteve mercados norte-americanos fechados na segunda-feira (25).
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para agosto encerrou em alta de 3,58% (US$ 3,44), a US$ 99,58 o barril.
Já o petróleo WTI para julho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 2,81% (US$ 2,71), a US$ 93,89 o barril.
A cotação do benchmark dos EUA é em relação ao fechamento de sexta (22/5), uma vez que não houve preço de fechamento do benchmark na segunda devido ao feriado de Memorial Day.
Analistas da Capital Economics afirmam que a oscilação recente do petróleo indica expectativa de queda de preços nos próximos três meses, mas com baixa convicção, diante da incerteza sobre o Estreito de Ormuz.
O Irã afirmou nesta terça ter derrubado um drone dos EUA no Golfo Pérsico e acusou os americanos de terem “violado” o cessar-fogo em vigor, que, por sua vez, classificaram a ação como ato de “defesa”.
Com a tensão, o Brent para julho, que deixou de ser o contrato mais líquido no início desta semana, voltou a tocar US$ 100 por barril na máxima intraday.
Ainda, o líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, ameaçou atacar bases americanas no Oriente Médio e afirmou que países da região não servirão mais de escudo para essas instalações.
Em paralelo, o presidente Masoud Pezeshkian disse ao emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, estar disposto a fechar um “acordo digno”.
Relatos divergentes sobre ataques a embarcações em Ormuz e sobre possível retomada da escolta de navios pela Marinha dos EUA também estiveram no radar.
Segundo a Bloomberg, o Japão aumentou as importações de petróleo por rotas alternativas em maio, com Ormuz ainda fechado, enquanto a mídia japonesa circula relatos de que o país começou negociações comerciais com o Mercosul — que também podem envolver a importação da commodity.
Já ExxonMobil e ConocoPhillips negociam com o governo venezuelano de Delcy Rodríguez oportunidades de exploração das reservas do país, conforme a Bloomberg.
Por Darlan de Azevedo













