NESTA EDIÇÃO. EUA batem recorde de exportações de petróleo em abril e mantêm volumes em maio, em meio a guerra com o Irã.
Petrobras compra participação em bloco da Equinor no pré-sal da Bacia de Campos.
Observatório do Clima quer colocar fim dos leilões de petróleo na pauta eleitoral.
Acelen e Iata firmam acordo de olho na diversificação de matérias-primas para SAF.
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Exportações de petróleo dos EUA batem recorde, com Oriente Médio restrito pela guerra
A demanda internacional pelo petróleo produzido nos Estados Unidos aumentou após a guerra iniciada pelo próprio país, ao lado de Israel, contra o Irã. O conflito levou à interrupção no fluxo de exportações dos países do Golfo Pérsico com o fechamento do Estreito de Ormuz.
- As exportações líquidas de petróleo dos EUA bateram um recorde de 5,8 milhões de barris/dia em abril e seguiram nesse nível em maio, segundo dados da agência do governo estadunidense U.S Energy Information Administration (EIA).
Os EUA também ampliaram as exportações de produtos refinados, sobretudo diesel e combustível de aviação.
- Ao todo, a EIA calcula que as vendas de petróleo e derivados estadunidenses para o exterior este ano vão chegar a 4,2 milhões de barris/dia.
- Caso a projeção se concretize, será um aumento de 1,4 milhão de barris/dia em relação à média de 2025.
Na prática, os EUA estão se beneficiando do espaço deixado no mercado pelos países do Oriente Médio que estão com dificuldades para exportar.
- Alguns países têm contornado os bloqueios no Estreito de Ormuz, caso da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, que conseguiram manter parte das exportações pelo Mar Vermelho.
- Ainda assim, a extração de petróleo no Oriente Médio em maio caiu 11 milhões de barris/dia na comparação com o período antes do conflito.
Os dados indicam que, mesmo com as maiores exportações dos EUA, o mercado global segue em déficit, com a necessidade de uso de estoques e substituição por outros energéticos, como o carvão.
- Os estoques da OCDE devem atingir este ano os menores níveis desde 2003, estima a EIA.
Esse cenário mantém os preços do petróleo altos, o que também tem efeitos colaterais para os EUA. Os impactos chegam diretamente aos consumidores com a inflação nos preços dos combustíveis.
- O preço médio de venda da gasolina no país este ano deve ficar 50% acima da média estimada pela EIA em fevereiro, antes da guerra, indica a agência.
Questionado sobre o impacto econômico da guerra, o presidente Donald Trump afirmou na quarta (10/6) que “adora inflação”. (UOL)
- Ele foi eleito em 2024 sob a promessa de reduzir o custo da energia para os consumidores.
O conflito vive mais uma escalada, que deve voltar a pressionar o preço do barril.
- Os EUA realizaram na noite de quarta (10) uma nova onda de bombardeios contra o território iraniano, depois da queda de um helicóptero americano perto do Estreito de Ormuz dois dias antes. (G1)
- O Brent para entrega em agosto subiu 1,80% na quarta e encerrou o dia a US$ 93,10, antes dos ataques. (Valor Econômico)
Aquisição no pré-sal. A Petrobras comprou 50% de participação do bloco Itaimbezinho, no pré-sal da Bacia de Campos, da Equinor. A petroleira norueguesa ainda detém os outros 50% do consórcio e é a operadora.
- A área foi arrematada pela Equinor no 3º Ciclo da Oferta Permanente da Partilha, em outubro de 2025.
Importação de gás da Argentina. A entrada de gás natural argentino pode ajudar a reduzir a dependência do mercado brasileiro de preços indexados ao petróleo, avalia o diretor Comercial da Total Austral, Luciano Rojas.
- “O gás argentino abre oportunidade de diversificar formação de preços no Brasil, muito dependente do preço do petróleo”, disse o executivo, durante o Midstream & Gas Day, evento promovido pelo Econojournal em Buenos Aires.
Mais gás argentino. O Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) está bem posicionado para receber o gás natural de Vaca Muerta não só via dutos, mas também para ser a porta de entrada do gás natural liquefeito (GNL) argentino, afirmou na quarta-feira (10/6) o diretor-presidente da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), Jorge Hijjar, no Midstream & Gas Day, em Buenos Aires.
Interiorização de gás. Após concluir o primeiro ciclo de investimentos, a GNLink traça seus próximos passos e elegeu a entrada no mercado do Sudeste como uma de suas prioridades.
- O CEO da companhia, Marcelo Rodrigues, contou ao podcast gas week que quer interiorizar o gás dos terminais de GNL da costa brasileira e traça, em paralelo, planos de internacionalização no Cone Sul.
Eleições 2026. Os candidatos à presidência e a vagas no parlamento brasileiro devem estabelecer um cronograma para zerar os leilões de petróleo, defende o Observatório do Clima em suas Propostas para a Política Ambiental Brasileira, publicadas na quarta-feira (10).
- No documento, o instituto lista temas sobre os quais governantes e parlamentares que disputarão as eleições deste ano deveriam se comprometer.
Na mira do Conselhão. Eliminar subsídios aos combustíveis fósseis e adotar um imposto seletivo estão entre as recomendações do Grupo de Conselheiros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDESS) para o mapa do caminho global em fase de elaboração pela Presidência da COP30. Leia os detalhes na newsletter diálogos da transição:
Freio na MMGD. O vice-presidente de Regulação e Relações Institucionais do grupo Energisa, Fernando Maia, defende que o avanço da micro e minigeração distribuída precisa ser temporariamente contido para permitir o reequilíbrio do sistema elétrico brasileiro.
- Para o executivo, o acionamento inédito do plano emergencial do ONS evidencia a necessidade de mudanças estruturais na operação do setor.
Térmicas na Justiça. A Justiça Federal do Distrito Federal derrubou a liminar que determinava a suspensão da homologação dos contratos dos leilões de reserva de capacidade de 2026 pela Aneel. A decisão ocorre logo após a agência ter confirmado os resultados do LRCAP, na terça-feira (9/6), a despeito de orientação contrária da Justiça Federal do Ceará.
Macaúba para o mundo. Acelen e Iata firmaram um Memorando de Entendimento para colaboração no mercado de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, em inglês).
- De acordo com a head de Carbono da Acelen, Patrícia Grossi, a parceria mira o diálogo para ampliar o leque de alternativas de matérias-primas, como a macaúba.
Opinião: Congresso deve tornar o Brasil uma jurisdição mais atraente para que investimentos em minerais críticos ocorram no país, escreve Filipe Cunha, sócio e head de mineração do Bichara Advogados.














