NESTA EDIÇÃO. Tensões voltam a interromper exportações de petróleo e gás no Golfo Pérsico.
Maioria dos agentes vê gas release como fundamental para o mercado brasileiro, conclui pesquisa.
Acelen e Trafigura firmam acordo de fornecimento de matérias-primas e comércio de combustível sustentável de aviação na Bahia.
Alemanha busca cooperação industrial em minerais críticos com o Brasil, diz cônsul.
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Após ataques, navios dão meia volta no Estreito de Ormuz e petróleo inverte queda
Durou pouco tempo o otimismo com a retomada nas exportações de petróleo pelo Estreito de Omuz com o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. Na quinta-feira (25/6), navios que transitavam pela rota precisaram dar meia volta após um ataque a um navio de carga. (Financial Times)
- A Organização Marítima Internacional (IMO), agência da ONU que estava auxiliando na retirada de navios no Golfo Pérsico, interrompeu a atividade. (Reuters/Valor)
- Até o fechamento desta edição a autoria dos ataques ainda não havia sido confirmada.
As tensões ocorrem no dia seguinte a um marco para a recuperação das atividades na região: 78 navios atravessaram o Estreito de Ormuz na quarta (24/6), segundo dados da S&P Global Commodities.
- Foi o maior número desde o início de março, quando o conflito começou.
- Entre essas embarcações, pelo menos dez transportavam petróleo bruto, sendo apenas uma de bandeira iraniana.
- Também passaram pela rota quatro navios com gás liquefeito de petróleo (GLP) e dois com gás natural liquefeito (GNL).
Com isso, o preço do barril de petróleo voltou a subir, depois de retornar a níveis próximos ao pré-guerra esta semana.
- O Brent para setembro encerrou a quinta (25) em alta de 2,21% (US$ 1,63), a US$ 75,5 o barril.
Apesar do otimismo com o avanço das conversas entre EUA e Irã nas últimas semanas, o mercado físico de petróleo segue fragilizado após meses de guerra e interrupção nas exportações do Oriente Médio.

Desconcentração no gás. A maioria dos agentes do mercado de gás natural no Brasil considera o programa de gas release fundamental para ampliar a concorrência no setor, segundo questionário divulgado esta semana pela ANP.
- Dos 37 participantes, 81% classificaram o programa como fundamental.
Opinião: Na busca por gás mais barato, os fins justificam os meios?, escreve o sócio de Energia e Óleo e Gás do Mattos Filho Advogados e presidente da Comissão de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da OAB/RJ, Felipe Feres.
Fertilizantes. O presidente Lula (PT) afirmou na quinta (25), que parte do setor de agronegócio no Brasil refutou a ideia de ter uma fábrica de fertilizantes em território nacional.
- Ele participou da cerimônia de retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN) 3, da Petrobras.
Opinião: Buscamos ampliar o papel da energia nuclear como componente da segurança energética, da diversificação de fontes e da descarbonização da economia, escreve o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Gestão da carga. A adoção de um modelo de preços de energia elétrica por horário de consumo é insuficiente para alterar o comportamento do consumidor de forma a aliviar os picos de demanda no sistema elétrico, concluiu a Energisa após testar diferentes modelos de tarifas.
- Segundo o vice-presidente de Regulação e Relações Institucionais do grupo Energisa, Fernando Maia, as distribuidoras de energia precisam contar com outros mecanismos para agir de forma mais ativa na gestão da demanda
Variação da demanda. O jogo entre Brasil e Escócia na quarta-feira (24), pela rodada final do Grupo C na Copa do Mundo, provocou forte oscilação no consumo de energia no país, com queda expressiva da carga durante a partida.
- A redução percentual máxima foi de 14,4% em relação à carga de referência, a maior variação observada nos jogos do Brasil na competição até agora (MegaWhat)
‘Vai se criando um clima terrível’. O duelo entre Brasil e Escócia foi quente. E não somente pelo que se viu em campo. No momento em que a bola começou a rolar em Miami (EUA), às 19h (horário de Brasília, 18h local), os termômetros marcaram 30ºC.
Transição competitiva. A transição energética no Brasil deve ser conduzida com foco em competitividade e modicidade tarifária, e os incentivos públicos precisam ter prazo definido para não se tornarem permanentes. A avaliação é da sócia-diretora da Ecoa Consultoria, Cláudia Viegas, em entrevista ao estúdio eixos.
Na rota do SAF. Acelen Renováveis e Trafigura firmaram um acordo para fornecer matérias-primas e comercializar combustíveis renováveis produzidos na Bahia. O contrato prevê fornecimento, pela Trafigura, de aproximadamente 470 mil toneladas por ano de óleo de cozinha usado e a compra de parte da futura produção de SAF, HVO e nafta verde.
Emissão em yuans. O governo brasileiro iniciou formalmente o processo para a primeira emissão de títulos soberanos em yuan no mercado chinês, uma operação conhecida como Panda Bond.
Eco Invest. A ComBio captou R$ 200 milhões com emissões de debêntures junto ao Santander. A operação está enquadrada no eixo de Transição Energética do Eco Invest Brasil.
- Os recursos são destinados à implantação de caldeiras a biomassa para substituir sistemas a combustíveis fósseis.
Economia circular. A primeira reunião do Comitê Brasileiro de Financiamento Circular (CBFC) está prevista para a manhã de sexta (26/6), em Brasília. O colegiado terá a participação de economistas, agências de fomento, bancos e indústrias, com o objetivo de estruturar um novo modelo de financiamento e dar escala aos ecossistemas de economia circular.
Minerais críticos. A Alemanha busca uma cooperação industrial com o Brasil que agregue valor local aos minerais críticos, com a instalação de cadeias produtivas no país. A afirmação é do cônsul-geral adjunto da Alemanha no Rio de Janeiro, Jan Freigang, em entrevista ao estúdio eixos.p
- A sócia de Infraestrutura no Demarest Advogados, Marina Aidar, alerta que o Brasil precisa olhar com muita atenção para a tramitação do projeto de lei nº 2780/2024, que define o marco legal dos minerais críticos, para não perder a janela de oportunidades de atração de investimentos.
Emissões de metano. Os governos dos Estados Unidos, Catar, Nigéria e Argélia solicitaram que a União Europeia faça alterações nas regras de emissão de metano que podem afetar importações de petróleo e gás, alertando que a regulamentação pode impactar os preços e o abastecimento do bloco.
Mudança de comando. A Equinor Brasil anunciou que, após cinco anos na presidência da companhia, Veronica Coelho deixará o cargo e será substituída por Nina Koch, atual vice-presidente para África da Equinor. A troca está prevista para 17 de agosto. Coelho vai assumir uma nova função como presidente da Equinor Angola.














