A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) vai lançar nesta terça-feira (23), a 11ª edição do Anuário do Petróleo no Rio. O lançamento será no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Av. Infante Dom Henrique 85 – Aterro do Flamengo), a partir das 17 horas. A publicação chega em um momento de profundas transformações para o mercado global de energia. Em um cenário marcado por tensões geopolíticas, reconfiguração das cadeias de suprimento e crescente preocupação com a segurança energética, a publicação da federação mostra como o Brasil e o estado fluminense reforçam seu papel estratégico como fornecedores confiáveis de petróleo e gás para o mundo. Apesar dos resultados positivos em 2025 – produção nacional de óleo cresceu 12% e a fluminense, 13%, em relação ao ano anterior -, os dados do Anuário apontam desafios para a sustentabilidade da produção no longo prazo. A baixa perfuração de poços exploratórios acende um alerta sobre a necessidade de reposição de reservas e ampliação da capacidade de responder ao declínio natural da produção no médio e longo prazos.
Em 2025 foram apenas 8 poços exploratórios pioneiros concluídos no país, sendo 7 no estado do Rio. Este ano, apenas 1 poço exploratório pioneiro, localizado no litoral
fluminense. Também os dados de reservas reforçam a preocupação da Firjan. De acordo com a publicação, houve redução de 1% nas reservas totais do país e de 3% no Rio em 2025. Já as reservas provadas apresentaram leve crescimento, de 4% tanto no país quanto no estado fluminense. Assim, no ano passado, a relação Reserva/Produção (R/P) para o Rio de Janeiro ficou em 12,8 anos. A federação ressaltou que a competitividade do mercado também passa por um fortalecimento das regiões produtoras. “Não há como negar que temos no petróleo uma verdadeira alavanca de desenvolvimento. Mas para que isto se traduza em realidade de forma mais efetiva é necessário proteger as regiões produtoras,
garantindo a justa compensação pelas externalidades impostas pelas atividades nestes territórios. Precisamos garantir um ambiente de negócios propício para a indústria se estabelecer e dar condições adequadas para toda a sociedade no seu entorno”, aponta o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.
Como destaque, a gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso, lembra que “O Anuário do
Petróleo no Rio reúne análises e perspectivas de instituições públicas, empresas, associações e especialistas sobre os desafios e oportunidades que devem moldar o futuro da indústria de petróleo, gás natural e energia nos próximos anos. A edição traz, além dos painéis dinâmicos do Anuário e do Guia das Participações Governamentais, o Mapa do Petróleo no Rio, outra ferramenta interativa que reúne as principais estruturas e ativos da cadeia produtiva do petróleo. A iniciativa amplia o acesso à informação e oferece uma visão integrada da infraestrutura que sustenta a liderança fluminense na indústria nacional de petróleo.”
Entre os principais dados do mercado de petróleo no estado e no país, o Anuário destaca:
– Recorde na produção de petróleo do estado, com pouco mais de 1,2 bilhão de barris em 2025, o equivalente a pouco mais de 3,3 milhões de barris/dia. Crescimento de 13% em relação a 2024;
– Os valores diários dos 4 primeiros meses de 2026, já registram novas altas de 9%, alcançando o patamar superior a 3,6 milhões de barris/dia;
– Pelo 6º ano consecutivo, a participação do Rio na produção nacional sobe e alcançou 88% no ano 2025;
– O volume total da produção nacional alcançou patamar próximo a 1,4 bilhão de barris em 2025, o equivalente a quase de 3,8 milhões de barris/dia. 12% a mais em relação ao ano anterior;
– Já os valores diários dos 4 primeiros meses de 2026 registram novas altas de 10%, alcançando o patamar superior a 4,1 milhões de barris/dia;
Os efeitos dessa atividade atingem diretamente a economia fluminense. Os recursos distribuídos ao estado e aos municípios produtores desempenham papel relevante no financiamento de políticas públicas, investimentos em infraestrutura e promoção do desenvolvimento regional. Em 2025, a indústria do petróleo contribuiu com R$ 30,23 bilhões em Royalties e R$ 14,72 bilhões em Participações Especiais para o estado e municípios fluminenses. A relevância da indústria também pode ser observada no mercado de trabalho. Em 2025 foram registrados 94.297 postos de trabalho diretamente associados ao mercado de petróleo nos segmentos de exploração e produção, abastecimento e cadeia fornecedora.













