(Bloomberg) – O preço do petróleo subiu com a eclosão de uma nova onda de confrontos no Oriente Médio, um lembrete do risco contínuo para os fluxos na região e da fragilidade do cenário geopolítico mais amplo.
O Brent subiu acima de US$ 87 por barril, reduzindo parte da queda de 16% registrada nas últimas três sessões, o maior declínio desde 2020. Os contratos futuros têm apresentado forte volatilidade neste mês, com os EUA e o Irã passando de uma escalada de tensões para uma aparente aproximação diplomática e, agora, de volta à troca de farpas.
Às 7h (horário de Brasília) desta quarta-feira (29), os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, para entrega em setembro subiam 3,48%, para US$ 87,02 o barril. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos EUA,
avançavam 3,34%, para US$ 81,91 o barril.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica atacou uma base aérea e um centro de comando dos EUA na Jordânia com mísseis balísticos, informou a agência de notícias estatal IRIB, citando um comunicado da Guarda Revolucionária. A Guarda Revolucionária também alegou ter atingido e imobilizado três aviões-tanque, sem especificar onde os incidentes ocorreram.
O Comando Central dos EUA afirmou ter interceptado um ataque “surpresa” do Irã contra tropas americanas, sem fornecer detalhes. Enquanto isso, as forças armadas dos EUA e da Arábia Saudita também atacaram “terroristas alinhados ao Irã” no Iraque, após receberem ordens da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) para alvejar forças americanas e a infraestrutura energética saudita, segundo o Comando Central.
Riade confirmou uma operação conjunta com os EUA, afirmando que os ataques foram realizados como um “direito de autodefesa”, de acordo com a agência estatal SPA.
O preço do petróleo oscilou em uma faixa de quase US$ 32 por barril em julho. Os contratos futuros ultrapassaram os US$ 100 na semana passada, com a retomada dos ataques entre os EUA e o Irã e a abertura de uma nova frente de conflito pelos houthis, apoiados por Teerã, no Mar Vermelho — apenas para recuar bruscamente com a diminuição das hostilidades.
Os investidores continuam focados nas iniciativas diplomáticas para pôr fim à guerra, bem como nos sinais de que o fluxo através de pontos de estrangulamento importantes permanece comprometido.
“Continuamos extremamente céticos de que estejamos à beira de um grande avanço diplomático que resolva o impasse nuclear que deu início à guerra”, disseram analistas da RBC Capital Markets LLC, incluindo Helima Croft, em nota. “A ameaça constante de mísseis, minas, drones e pedágios em Teerã manterá uma parcela significativa do mercado de transporte marítimo à margem”, acrescentaram.
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No Estreito de Ormuz, o Irã informou a Omã que sua proposta de uma rota através da importante via navegável, com 50% sob controle de Teerã e 50% sob controle de Omã, não atenderia às preocupações da República Islâmica. A passagem de entrada deve estar inteiramente sob controle do Irã, juntamente com parte do canal de saída, declarou o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, à televisão estatal.
Segundo a IRIB News, a declaração da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) sobre os mais recentes ataques a petroleiros afirmou que as embarcações estavam navegando por uma “ rota insegura e ilegal ”.














