Os contratos futuros de petróleo encerraram a segunda-feira (5), em baixa, em meio a novas movimentações diplomáticas no Oriente Médio e à expectativa de liberação de estoques emergenciais pelos países do G7. A medida é vista como capaz de aliviar os preços dos combustíveis no curto prazo.
O Brent para dezembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 1,89%, ou US$ 1,93, para US$ 100,32 por barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para novembro caiu 1,84%, ou US$ 1,68, e encerrou a US$ 89,43 por barril.
No campo diplomático, o ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, viajou para Doha, no Catar, onde deve se reunir com autoridades locais. O deslocamento ocorreu após um convite oficial do ministro do Interior catariano, Khalifa bin Hamad bin Khalifa Al Thani. O Catar atua como mediador nas negociações voltadas ao encerramento da guerra entre os EUA e o Irã.
A movimentação em torno do Estreito de Ormuz também entrou no radar dos mercados. A Sparta Commodities definiu o momento como uma “calma inquietante” e afirmou que os fluxos de petróleo pela passagem continuam a surpreender positivamente. Notícias sobre ataques de forças iranianas ou americanas contra petroleiros também deixaram de provocar nos mercados futuros o mesmo efeito registrado anteriormente.
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Apesar da melhora nos fluxos, o CEO da Saudi Aramco afirmou que o conflito reduziu drasticamente os estoques globais de petróleo. Na avaliação dele, a recomposição das reservas poderá levar até dois anos, mesmo após uma eventual normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz.
No domingo, a Opep+ confirmou a manutenção das cotas de produção em novembro, sem alterações.
Nos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que as restrições no Estreito de Ormuz já não são o principal fator por trás da alta da gasolina. Para o presidente, os problemas mais relevantes estariam atualmente nas refinarias americanas e russas. Em publicação na Truth Social, Trump disse que “números recordes de barris” estão voltando a circular pelo Estreito de Ormuz “quase diariamente”.
Fontes do Politico indicaram que Trump planejava anunciar ainda na segunda-feira medidas para reduzir os altos custos dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato.
Na relação entre Rússia e Ucrânia, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Ucrânia pagará pelos ataques contra refinarias de petróleo em território russo. Peskov também declarou que Moscou continuará realizando ações de retaliação.
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